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09 agosto 2016

Juno - filme

Comédia, drama, romance
Roteiro: Diablo Cody
Direção: Jason Reitman
1h36min



Juno é uma garota de dezesseis anos que fica grávida de seu melhor amigo após uma noite sem compromissos. Mas pode esquecer daquelas imagens de choradeira, dor de cabeça, gritaria e discussões depois da descoberta inesperada, muito menos aquela típica cena de um futuro pai desesperado pondo as mãos na cabeça e culpando a menina pelo bebê.

Com atitude, Juno toma a decisão de não permanecer com a criança e encontrar um casal que cuide dela, tendo apoio de sua melhor amiga e de seus pais durante o processo. Tudo isso transcorre com uma bem-vinda originalidade, decorrente também da autenticidade da adolescente.






Não se preocupe com clichês, esse filme definitivamente tem a capacidade de desconstruí-los - tanto que ganhou o Oscar de melhor roteiro original. Possui um desenvolvimento individual e imprevisível, mas sem apelar para o exagerado. O filme pode ser estranho para algumas pessoas, pois ele definitivamente não é o que o senso comum costuma pregar e não é algo que se espera assistir.

Definitivamente, possui uma história legal, fluída e uma protagonista que desperta carisma. No entanto, não é algo muito elaborado e complexo, perfeito para relaxar e se divertir num final de semana.



O que eu não gostei foi o fato do pai da criança, Bleeker, não aparecer muito durante o filme. Não é exatamente algo estranho, ao menos não no contexto da história, mas acredito que a relação dos dois poderia ter sido explorada de uma forma melhor. E alguns personagens são mencionados e não voltam a aparecer, apesar do final cuidar bem dessa questão.


Se interessou pelo filme? Corre assistir! :D




Akagami no Shirayuki-hime (Anime)

Romance, shoujo, medieval
Autor (mangá): Sorata Akizuki
Duas temporadas, 24 episódios + OVA


Shirayuki cresceu com os avós no reino de Tanbarun e continuou vivendo lá após suas mortes. Com seus longos cabelos vermelhos, sempre na loja de ervas a qual trabalhava, e isso não passou despercebido pelo mimado príncipe Raji.

Depois de ter conhecimento dos incomuns cachos ruivos da menina, Raji ordena que ela seja sua concubina. Mas Shirayuki não está nem um pouco disposta a se curvar diante das exigências e toma uma difícil decisão: fugir.

Depois de abandonar sua cidade natal, ela conhece Zen, que a auxilia e a convida para viver no reino de Clarines. Lá, Shirayuki possui a oportunidade de recomeçar sua vida, criar um lar e de exercer sua profissão como herborista.





Akagami No Shirayukihime é um anime que decepciona com alguns clichês nos primeiros episódios, mas vai se desenrolando de uma forma simples e engenhosa nos demais. As situações criadas como antagonismo são muito bem planejadas depois dessa situação inicial, criativas e com soluções fáceis de compreender - um dos pontos altos.

A protagonista anseia em encontrar seu lugar no mundo, o que a torna uma personagem destemida e incomum em shoujos. Ela pode ser doce, inocente e otimista como qualquer outra mocinha, mas possui ambições muito fortes e faz sua parte para alcançá-las com seu próprio esforço e capacidade.



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O romance tem seus vários momentos na história misturado com elementos medievais (intrigas, lutas - nada muito forte -, dramas da corte, etc.), um mocinho com um passado dramático e um outro possível par romântico; de fato, nada muito inovador, mas é demonstrado com leveza e sinceridade, mesmo que idealizado em vários aspectos. As amizades não são tão bem construídas - na minha percepção -, no entanto, os coadjuvantes não decepcionam.

A segunda temporada é particularmente melhor que a primeira, pois a protagonista é desenvolvida melhor e a ação não desaponta, sem contar que já há um apego aos personagens. Vale a pena assistir se você gosta de romances medievais!












02 agosto 2016

As Virgens Suicidas - Livro

Drama, romance
Autor: Jeffrey Eugenes
232 páginas


Tudo começa com a irmã mais de treze anos, Cecilia Lisbon. Calada, introspectiva e usando sempre um vestido de noiva aos trapos, sua primeira tentativa foi cortar os pulsos no banheiro. Não deu certo, mas isso não a impediu de tentar novamente.

Quem poderia imaginar que o mesmo era reservado para as outras quatro belíssimas irmãs? Teria a morte da irmã mais nova influenciado nessa decisão ou o ambiente em casa, com uma mãe rígida e um pai com pouca presença, foi o que desencadeou os suicídios?

Nenhuma resposta concreta; tudo é exposto a partir dos relatos de garotos obcecados, narradores que dispõem apenas de depoimentos da vizinhança e de suas próprias conclusões depois de espionar a família Lisbon por tanto tempo.



É um livro muito intrigante, com descrições de fatos muito bem colocadas e detalhes construídos com esmero. Depende muito do ritmo da sua leitura ou o que está acostumado a ler, mas, na minha experiência, achei a escrita densa, do tipo que se aproveita em pequenas doses, apesar das poucas páginas. Além disso, tem um clima um pouco gótico, ao menos no que pude imaginar.

Encontrei uma descrição que pareceu, aos meus olhos, prolongada, mas que acaba passando despercebida por causa da escrita. Uma outra coisa que me incomodou um pouco foi o número de capítulos: somente cinco; isso pode desanimar o leitor e deixar a história menos fluída.


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As irmãs Lisbon (adaptação cinematográfica)

                                        

O livro é classificado como drama, mas acredito que o objetivo do autor foi expor essa obsessão dos garotos, o quanto uma pessoa pode saber sobre outra sem trocar muitas palavras ou confissões com ela. Apesar da forma como é contada, conseguimos sentir os ressentimentos, injustiças e desgraças que pairam sobre as meninas Lisbon de forma tangente, sobretudo de Lux.

O que achou do livro? Deixe um comentário :D



30 julho 2016

Itazura na Kiss

Romance, shoujo, comédia romântica
Autora: Kaoru Tada
25 episódios

  
Resultado de imagem para itazura na kiss animeKotoko é apaixonada por Naoki Irie, o garoto mais popular e inteligente da escola, desde a cerimônia de abertura. Quando ela finalmente toma coragem para lhe entregar uma carta confessando seus sentimentos, Irie a recusa com arrogância.

Tudo ficaria bem se ela simplesmente esquecesse o ocorrido e deixasse as coisas por isso mesmo, mas, inesperadamente, a casa precária na qual estava morando  acaba desmoronando depois de um pequeno terremoto. Assim, ela e seu pai buscam auxílio de velhos amigos.

Para a surpresa de Kotoko, os amigos de seu pai são, na verdade, os pais de Irie, e ela é obrigada a conviver na mesma casa que ele.



Se você conferiu o post Machismo nos Animes, já deve saber porque eu fico com um pé atrás com Itazura na Kiss. Existem algumas situações bem específicas que demonstram um relacionamento abusivo por parte de Irie, já que ele é um aluno com boas notas e inteligente, e a Kotoko é da classe F, onde apenas alunos com notas mais baixas estudam. Ela é considerada por ele como inferior.

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Por outro lado, também existem situações nas quais o Irie para de ser um babaca e a trata com respeito, preocupando-se e mostrando que, apesar de tudo, ele tem consideração pela garota. A sua arrogância serve como um antagonismo na história e a animação passa a mensagem de ''é errado fazer isso'' às vezes, mas em outros ele se torna o 'dono' da razão - estes me incomodam mais

Um ponto positivo no anime é que mostra a Kotoko se tornando adulta, indo pra faculdade, dando um rumo para sua vida... Diria até que ele adorado justamente por isto. O desenvolvimento de coadjuvantes também não desaponta, de família a amigos, e nenhum personagem é esquecido na história!

                               Resultado de imagem para itazura na kiss anime família

Itazura na Kiss rendeu diversas adaptações de Live Actions. Infelizmente, o mangá não foi finalizado por causa da morte da autora e ilustradora Kaoru Tada. Apesar do ocorrido, o anime possui uma história conclusiva, ou seja, não deixa nenhuma ponta solta.

Vale a pena conferir, mas leve em consideração que a animação é de 2008, portanto não possui tanta qualidade quanto os animes produzidos atualmente. 





26 julho 2016

Os Oito Odiados

Faroeste, mistério
Roteiro e direção: Quentin Tarantino
2hrs47min



John Ruth, um caçador de recompensas, é conhecido por manter seus alvos vivos e enviá-los à forca ao invés de matá-los com um simples tiro, o que lhe rendeu a alcunha de O Carrasco. Durante uma viagem em direção à Red Rox, para onde está levando a prisioneira Daisy Domergue, uma forte nevasca se inicia e obriga-os a parar num pequeno armazém. 

No entanto, há outras pessoas estabelecidas no local em busca de conforto antes de recomeçar a viagem à Red Rox. Isso causa desconfiança do Major Marquis Warren, um dos passageiros da diligência de John Ruth. Quem são aqueles homens? E por que eles parecem tão suspeitos?





Nenhum personagem parece ser protagonista desta história. Cada um tem seu momento e são muito bem apresentados por meio das conversações - através delas, Tanrantino conseguiu definir quem desempenha qual papel papel na história-, mas, no final das contas, o Major, interpretado por Samuel L. Jackson, teve um maior destaque na trama. 

Os diálogos são densos, compridos e vão exigir uma maior atenção de sua parte. Se você não gosta desse tipo de filme, que possui bastante troca de palavras e ideias, então nem ouse se aventurar em Os Oito Odiados. Além disso, o falatório, com aquele jeito típico de faroeste, estende-se bastante - por sinal, muito bem interpretado pelos atores. Foi a melhor parte na minha opinião, apesar de esgotante! 


Portanto, nada muito chocante acontece nos primeiros momentos do filme. Quando você começar a ficar tonto, dê uma pausa, coma alguma coisa e continue assistir. Quem conhece o Tarantino sabe que as coisas não permanecem nessa monotonia para sempre; o filme eventualmente fica violento, recomendado para maiores de dezoito, do tipo que vai te chocar bastante e te surpreender.

Vale a pena conferir, mas leve em conta tudo o que eu disse nessa resenha para avaliar se você vai gostar do filme. Foram muitas opiniões contraditórias, muita decepção por causa da expectativa e críticas dizendo se tratar do pior filme do diretor! Discordo totalmente. 







22 julho 2016

Honobono Log

Autor original: Naka Fukamachi
10 episódios - 2min
Romance, Slice of Life



Baseado em ilustrações que começaram no Twitter e, posteriormente, foram compiladas em um livro, Hanobono Log consegue ser inesperadamente tocante e singular em seus dois minutos. Ele retrata situações cotiadianas entre casais e familiares e é impossível não se indentificar ou, ao menos, ansiar por relações demonstradas de forma tão pura e singela. Fiquei encantada com o que vi.

 É uma animação simples, cada capítulo uma história diferente, sem plano de fundo para ambientar, mas tudo isso o torna ainda mais comovente. Não se engane! Ele não expõe situações tristes, porém, as relações são expressas de modo tão verdadeiro que torna impossível segurar um sorriso ao reconhecer um momento ou ficar com uma tristeza nostálgica característicos do Slice of life.
 
 
 


Clique aqui para acessar o twitter do autor
Assista o anime nos Super Animes!





É isso aí, gente! Espero que tenham gostado do post e que assistam ao menos um episódio do anime :D


 

15 julho 2016

Machismo nos animes

Uma situação bem atual e polêmica é o machismo contido nos animes. Várias discussões vieram à tona mencionando sobretudo ecchis (conteúdo sexual), shounens e seinens. Foram diversos os argumentos dizendo que "o produto possui um público-alvo, quem não quiser, não assiste". O meu argumento vai explorar um ponto diferente: animes shoujos.




08 julho 2016

Gia - Fama e Destruição

Drama biográfico, romance, telefilme (estreia na TV)
Roteiristas: Jay Mclnerney, Michael Cristofer
2hrs


23 março 2016

Kimi ni Todoke


Autora: Karuho Shiina (mangá)
Duas temporadas, 38 episódios no total
Romance, Shoujo, Escolar, Amizade


22 março 2016

Death Parade

Autor: Yuzuru Tachikawa
12 episódios, um curta-metragem

Sobrenatural, psicológico, pós-vida